22 de fevereiro de 2017

18 de fevereiro de 2017

Chapelada "noir"


"Espanha, 1950. Num país que ainda procura recuperar dos traumas da guerra, Arturo Andrade é chamado a investigar o misterioso assassinato de uma criança em Pueblo Adentro, uma aldeia a poucos quilómetros de Badajoz, a sua cidade natal, e centro da resistência anarquista da Extremadura. 

Arturo cedo se dá conta de que este crime é apenas a ponta do icebergue de uma bem montada rede de tráfico infantil que fez desaparecer mais de 30 mil crianças. Um elemento fundamental deste sórdido esquema é o Auxílio Social, instituição encarregada de «reeducar» os filhos dos prisioneiros republicanos, derrotados na Guerra Civil. Por detrás, uma teia de interesses que envolve as mais altas esferas do regime.

Com este notável romance, Ignacio del Valle põe a nu a grande mentira de uma certa Espanha franquista, que sob a enganosa aparência de fomentar o progresso do país leva a cabo uma série de crimes atrozes, muitos dos quais passaram incólumes pelo crivo da História." Fonte: Bertrand.

15 de fevereiro de 2017

12 de fevereiro de 2017

Clássicos do policiarismo


"Numa fria e cinzenta manhã londrina de inícios de dezembro, o filantropo Arthur Constant é descoberto morto no próprio leito. O golpe fatal na garganta parece fazer excluir a hipótese de suicídio, mas a possibilidade de se tratar de um assassínio afigura-se não menos remota: o seu quarto encontrava-se fechado por dentro, com corrente presa no ferrolho e janelas trancadas. História de crime em quarto fechado, uma das primeiras do género, O Grande Mistério de Bow faz confluir as vivências de precariedade e luta dos habitantes do bairro pobre de Bow numa intriga engenhosa que culmina com um desfecho absolutamente surpreendente. Único romance policial escrito por Israel Zangwill, publicado pela primeira vez em livro em 1892, este é um texto de estilo vívido e sarcástico que mantém uma espantosa modernidade."

Quanto ao autor,
"Israel Zangwill nasceu a 21 de janeiro de 1864 em Londres. Judeu de origem russa com infância passada num gueto londrino, tornou-se professor de instrução primária e jornalista. Publicou o seu primeiro romance, Motso Kleis, em 1882 e dez anos depois atingiria o seu maior êxito literário com a obra Children of the Ghetto, uma história bem-humorada sobre a comunidade judaica de Londres. O Grande Mistério de Bow, aquele que foi o único romance policial de Zangwill, saiu em 1891, inicialmente nas páginas do jornal The London Star e em livro no ano seguinte, revelando um dos primeiros mistérios de quarto fechado da história da literatura. Com a viragem do século, Zangwill envolveu-se ativamente na luta política, em particular em movimentos ligados ao sionismo e ao sufrágio feminino. Faleceu a 1 de agosto de 1926." Fonte: Porto Editora. 

5 de fevereiro de 2017

Roots Revisited

Quando os apelos da raia chegam de dentro para fora, tenho por hábito ouvir este tipo de sonoridades. Depois ao acaso, pelo gps ou então abrindo o velho mapa Michelin.

2 de fevereiro de 2017

Portugueses incomuns


Esta semana voltei a um cinema, fui reencontrar-me com pedaços da vida de Manuel Teixeira Gomes, porventura o último presidente (culto) da 1.ª república portuguesa. É sabido que o bom homem farto das canalhices políticas, bateu com a porta, e colocou-se ao fresco, numa praia da Argélia. Por ali ficou. Regressei ao cinema numa semana que também se comemora em Portugal o regicídio. Desse atentado terrorista resultou a morte de um Rei e de um dos seus filhos. Em 1910 com o advento da república, o então Rei D. Manuel II partiu para o exílio em Inglaterra onde viria a falecer. Uni dois acontecimentos na vida de dois homens incomuns, e que estimo, pesem as diferenças ideológicas. Por momentos imaginei o reencontro destes dois portugueses, numa esplanada de Bougie (então Argélia Francesa), e o que por certo teriam a dizer um ao outro. Cito Manuel Teixeira Gomes, para começo de boa conversa, « A política longe de me oferecer encantos ou compensações converteu-se para mim, talvez por exagerada sensibilidade minha, num sacrifício inglório. Dia a dia, vejo desfolhar, de uma imaginária jarra de cristal, as minhas ilusões políticas. Sinto uma necessidade, porventura fisiológica, de voltar às minhas preferências, às minhas cadeiras e aos meus livros.»

Intemporal(idades)


30 de janeiro de 2017

27 de janeiro de 2017

Clássicos policiários


Leitura policiária: regresso aos inquéritos de Jules Maigret ainda no formato original da mítica Coleção Vampiro. Refiro—me ao n.o 488 com tradução de Mascarenhas Barreto e capa de A. Pedro datado de 1988.

24 de janeiro de 2017

21 de janeiro de 2017

Dinossauro(s)


Um bibliófilo confesso, gosta de encontrar pérolas na alfarrábia. Não se sente com coragem para ciências Geológicas, e muito menos vestir a pele de Mestre Galopim de Carvalho em torno dos dinossauros de Torres Vedras. Para entreter o tempo, irá investigar as histórias do chamado "miúdo elástico" ou de alguém conhecido por ter nascido com os blues no corpo, ou melhor dito - o Diabo. Não existe exorcista para tamanha tarefa.

18 de janeiro de 2017

Futebolada

Aos que riram - em tempo - do meu F.C.P ter sido eliminado da taça de Portugal pelo Desportivo de Chaves, aconselho um pouco de presunto, bom pão e menos enfado. Cuidem-se!

17 de janeiro de 2017

Alfarrabices



"Maurice Castle é um ex-diplomata britânico que trabalha no MI6, em Londres, e é casado com uma bela sul-africana. O seu dia-a-dia de agente de secreto parece ser mais burocrático do que se imaginaria, até que uma fuga de informação traz à tona o seu passado, desorganiza a sua vida e coloca em xeque o seu futuro. 
Este livro é a história de um agente duplo, forçado a essa situação pelo seu amor por uma negra. Aborda o tema do apartheid e do racismo, condicionado de um lado pela política britânica e do outro pelas ambições russas. 

O Factor Humano é considerado a obra mais madura de Graham Greene. Com sua prosa elegante, Greene medita sobre a força do amor e do segredo profissional - e sobre os sacrifícios por eles exigidos. Consegue prender o leitor com o seu enredo, mas sobretudo com a caracterização das suas personagens, pintadas com uma profunda compreensão e respeito pelas ironias, ambiguidades e as zonas obscuras da alma humana."

10 de janeiro de 2017

7 de janeiro de 2017

Viagens




Leituras: começo o ano novo com a leitura de uma Viagem ao país profundo. Não sendo leitor assumido de José Saramago, não esqueci os episódios e outros afins tipo Diário de Notícias nos idos meados de 70 - convém nunca esquecer - mas também não lhe desejei a fogueira, como alguns neste lugar à beira mar plantado o desejaram, fizeram. Histórias de uma pátria de brandos costumes. Então e a Viagem a Portugal? Foi um dos livros que ofereci no passado Natal. Veio agora emprestado por uns dias, e logo num primeiro tropeço eis-me no nordeste português, em Sendim, na casa da Gabriela, onde me foram dadas a provar as melhores alheiras que alguma vez degustei. Vinham só com salada, porque dispensei a batata loura, os pimentos curtidos, mas nunca umas taças de vinho branco. Tenho com que me entreter (recordar) por uns dias.

4 de janeiro de 2017

1 de janeiro de 2017