24 de abril de 2017

Revolver passados

Revolver passados/presente e dizer «um eterno obrigado aos bravos que estavam na EPC de Santarém.» Citando Chico Buarque da Holanda, "Foi bonita a festa pá..."


Esta é a madrugada que eu esperava 
O dia inicial inteiro e limpo 
Onde emergimos da noite e do silêncio 
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'O Nome das Coisas'

21 de abril de 2017

Tradições


A gata velha, bibliotecária e administradora do acervo — em matéria de afectos — cumpre na íntegra, a retemperadora tradição de uma sesta (prolongada).

13 de abril de 2017

Páscoa


Dom Quixote, lendo. O traço é do intemporal Honoré Daumier.

9 de abril de 2017

Regresso(s)



"História íntima do rio do autor, o Douro destas páginas, muito longe do cartão de visita dos dias de hoje, surge como um enigma de dimensão mágica que invade a própria linguagem de que se faz este livro. Fantasmagoria que encerra em si algo de sagrado, puro, pode ser lido como num sonho, as personagens pairando sobre as palavras sem um traçado completamente definido. Há, no entanto, um triângulo que podemos identificar: Aníbal, Catarina - o vestido branco, claro, comprido, as rendas, os braços nus - e Henrique, cujo destino, entregue à vontade da poeira e dos ventos, não resistirá ao chamamento do rio.
Publicado originalmente há trinta anos, neste que foi o seu primeiro romance, Francisco José Viegas regressa, com o rio para lá da janela do comboio, às memórias da sua infância, aos seus cheiros e sons, à terra e às suas vozes. Uma homenagem aos segredos e à vida do Douro, que indicia pistas de uma carreira literária que o futuro veio a confirmar e de um género que viria a reinventar à sua medida, o policial." Fonte: Porto Editora. 

2 de abril de 2017

Pós match


Um dia destes recordo o cidadão alentejano que de Famel ou de comboio, levava — em dias de futebol — um açor ao Estádio da Luz. Lembro—me também de um ferroviário já entrado de idade, e de carnes cheias, que acenava ao terceiro anel com uma bandeira do tamanho de três lençóis. Foram dispensados em prol da águia vitória. Sempre gostei de aventureiros, como aquele indígena que com o fato real de se apresentar ao seu Rei acompanhou Sir Richard Burton à descoberta das nascentes do Nilo. Todos eles são os meus indispensáveis. Obrigado por me terem ensinado a respeitar as causas.

1 de abril de 2017

28 de março de 2017

Eremitério(s)


Santarém, Largo Sá da Bandeira. 

27 de março de 2017

24 de março de 2017

22 de março de 2017

Sul(ismos)


Bilhete postal  para o parlamento europeu.

21 de março de 2017

Primavera(s)


Algures no Ribatejo, Portugal. 

19 de março de 2017

18 de março de 2017

O elefante de porcelana


Em casa dos meus pais havia por lá um elefante de porcelana. Como na época era um puto de tenra idade, olhei sempre o dito elefante como muito grande, assombroso - aquilo era algo de intocável. Aliás, às primeiras perguntas - «Mãe, aquilo serve para quê?» sempre ouvi, - « não partam o elefante! » e a resposta vinha no plural, porque éramos dois a olhar o bicho de porcelana. Tantas perguntas fiz, que um dia a minha mãe quebrou os seus silêncios de magistério, - « filho, aquilo não serve para nada, apenas é um enfeite, e ainda por cima, é oco por dentro.» Não devo ter percebido nada mas mesmo nada, do que me foi à época explicado, sei que o enfeite perdurou por muitos anos na casa do Cartaxo, mas também ignoro qual foi o seu destino. Lembrei-me do Elefante de Porcelana por causa de pequenos génios, quais enfeites, ainda por cima ocos, que vieram tomar conta de muitas empresas na sequência da dita bolha económica. Como a minha saudosa mãe dizia, « enfeites...não servem para nada. »

16 de março de 2017

Clássicos policiários


Alfarrabices: Decorria o ano de 1997 quando a já "madura" colecção Vampiro comemorava meio século a divulgar talvez o melhor do género policiário. Este exemplar é o n.o 595 já na época pela chancela da Bertrand. Felizmente a Vampiro acordou do sono eterno, graças à Porto Editora que de novo voltou a dar à estampa, algo de raro no policiarismo. A capa têm o traço de A. Pedro e o livro datado de Fevereiro de 1997.

15 de março de 2017

Futebolada


Da noite de ontem - "Porto sentido". O FCP não teve (não têm) equipa para dar a volta a um adversário qual legião estrangeira. É um filme que já vi em tempos de antanho. Mas nessa época ainda "bateram o pé" e até o Sousa fez um golo à Peyroteo. Ontem o Soares disparou uma serpentina pós-carnaval. É muito curto. Fico-me pelo relicário onde guardo as recordações de outras épocas, somada uma Quinta do Estanho - 30 anos (por abrir).

12 de março de 2017

Clássico policiário


"Derace Kingsley e a mulher, Crystal, vivem um casamento de conveniência e tranquila infidelidade. Mas Kingsley é um homem de negócios com uma reputação a manter e quando Crystal desaparece, deixando um telegrama onde explica que fugiu para o México com o amante, o carismático detetive privado Philip Marlowe é contratado para a encontrar. Os verdadeiros problemas surgem quando o suposto amante nega saber onde está Crystal. Partindo no seu encalço, Marlowe segue pelas montanhas até ao lago Little Fawn, onde o casal tem uma cabana, mas o que aí descobre é um outro caso de desaparecimento: Muriel Chess, a mulher do caseiro dos Kingsley, tê-lo-á deixado precisamente no dia em que a ausência de Crystal foi notada. O sossego campestre parece estar a adormecer a investigação - até que um corpo emerge à superfície do lago. Clássico romance do mestre do policial hard-boiled, A Dama do Lago foi o quarto livro publicado por Raymond Chandler, em 1943, e continua a ser um dos seus maiores êxitos." Fonte: Bertrand Editores. 

8 de março de 2017