24 de março de 2017

22 de março de 2017

Sul(ismos)


Bilhete postal  para o parlamento europeu.

21 de março de 2017

Primavera(s)


Algures no Ribatejo, Portugal. 

19 de março de 2017

18 de março de 2017

O elefante de porcelana


Em casa dos meus pais havia por lá um elefante de porcelana. Como na época era um puto de tenra idade, olhei sempre o dito elefante como muito grande, assombroso - aquilo era algo de intocável. Aliás, às primeiras perguntas - «Mãe, aquilo serve para quê?» sempre ouvi, - « não partam o elefante! » e a resposta vinha no plural, porque éramos dois a olhar o bicho de porcelana. Tantas perguntas fiz, que um dia a minha mãe quebrou os seus silêncios de magistério, - « filho, aquilo não serve para nada, apenas é um enfeite, e ainda por cima, é oco por dentro.» Não devo ter percebido nada mas mesmo nada, do que me foi à época explicado, sei que o enfeite perdurou por muitos anos na casa do Cartaxo, mas também ignoro qual foi o seu destino. Lembrei-me do Elefante de Porcelana por causa de pequenos génios, quais enfeites, ainda por cima ocos, que vieram tomar conta de muitas empresas na sequência da dita bolha económica. Como a minha saudosa mãe dizia, « enfeites...não servem para nada. »

16 de março de 2017

Clássicos policiários


Alfarrabices: Decorria o ano de 1997 quando a já "madura" colecção Vampiro comemorava meio século a divulgar talvez o melhor do género policiário. Este exemplar é o n.o 595 já na época pela chancela da Bertrand. Felizmente a Vampiro acordou do sono eterno, graças à Porto Editora que de novo voltou a dar à estampa, algo de raro no policiarismo. A capa têm o traço de A. Pedro e o livro datado de Fevereiro de 1997.

15 de março de 2017

Futebolada


Da noite de ontem - "Porto sentido". O FCP não teve (não têm) equipa para dar a volta a um adversário qual legião estrangeira. É um filme que já vi em tempos de antanho. Mas nessa época ainda "bateram o pé" e até o Sousa fez um golo à Peyroteo. Ontem o Soares disparou uma serpentina pós-carnaval. É muito curto. Fico-me pelo relicário onde guardo as recordações de outras épocas, somada uma Quinta do Estanho - 30 anos (por abrir).

12 de março de 2017

Clássico policiário


"Derace Kingsley e a mulher, Crystal, vivem um casamento de conveniência e tranquila infidelidade. Mas Kingsley é um homem de negócios com uma reputação a manter e quando Crystal desaparece, deixando um telegrama onde explica que fugiu para o México com o amante, o carismático detetive privado Philip Marlowe é contratado para a encontrar. Os verdadeiros problemas surgem quando o suposto amante nega saber onde está Crystal. Partindo no seu encalço, Marlowe segue pelas montanhas até ao lago Little Fawn, onde o casal tem uma cabana, mas o que aí descobre é um outro caso de desaparecimento: Muriel Chess, a mulher do caseiro dos Kingsley, tê-lo-á deixado precisamente no dia em que a ausência de Crystal foi notada. O sossego campestre parece estar a adormecer a investigação - até que um corpo emerge à superfície do lago. Clássico romance do mestre do policial hard-boiled, A Dama do Lago foi o quarto livro publicado por Raymond Chandler, em 1943, e continua a ser um dos seus maiores êxitos." Fonte: Bertrand Editores. 

8 de março de 2017

4 de março de 2017

1 de março de 2017

Clássicos policiários

Alfarrábia - tropeço num exemplar dado à estampa ao tempo que as Edições 70 também editavam literatura policiária. Fevereiro de 1984, n.º 7 da Colecção Alibi. Nota da contra-capa, «Originalmente, esta intrigante história (...) foi escrita para ser transmitida pela Rádio em 1931, vindo a ser publicada em livro apenas em 1983, na Inglaterra e nos Estados Unidos. A trama da obra foi previamente arquitectada por um conjunto excepcional de autores que depois se ocuparam, individualmente, da escrita de cada um dos capítulos, cabendo a Dorothy Sayers a responsabilidade da coordenação. O resultado foi surpreendente, pois a diversidade dos autores em nada afectou a unidade do livro, permitindo ao leitor acompanhar a evolução do enredo em função do contributo personalizado de escritores como Agatha Christie, Dorothy Sayers, Anthony Berkley, E.C.Bentley, Freeman Wills Crofts e Clemence Dane. » Caso para dizer que o mítico  Detection Club estava muito afinado. 
https://en.wikipedia.org/wiki/Detection_Club

28 de fevereiro de 2017

27 de fevereiro de 2017

25 de fevereiro de 2017

Clássicos policiários


Alfarrábia: tropeço bom no n.o 119 da icónica colecção Vampiro. A capa belíssima têm o traço de Lima de Freitas. Verifico ainda que o anterior "dono" do livro, anotou J J 1957 a tintal azul — penso que a bic cristal pela forma que a folha ficou marcada.

23 de fevereiro de 2017

Futebolada

Na noite de ontem, em três imagens. Escrito é assim: um Porto de cálice vazio e a fingir de meio-cheio (em equipamento foleiro e alternativo), de triciclo, enquanto outros andavam de Ferrari. Não sou deste Porto comezinho, no encosto lá atrás, sem golpe de asa para matreiramente provocar danos. Tudo aquilo foi deprimente. Pobre do Espírito Santo, completamente perdido num acaso que nunca chegou, ao jovem Soares que nem na bola tocou. Um Porto Vintage de 1958; 1959; 1984; 1987; 2003 ou 2004 por favor. É o que peço  (pagando) entre amigos, ou em momentos de afectos, 


22 de fevereiro de 2017

18 de fevereiro de 2017

Chapelada "noir"


"Espanha, 1950. Num país que ainda procura recuperar dos traumas da guerra, Arturo Andrade é chamado a investigar o misterioso assassinato de uma criança em Pueblo Adentro, uma aldeia a poucos quilómetros de Badajoz, a sua cidade natal, e centro da resistência anarquista da Extremadura. 

Arturo cedo se dá conta de que este crime é apenas a ponta do icebergue de uma bem montada rede de tráfico infantil que fez desaparecer mais de 30 mil crianças. Um elemento fundamental deste sórdido esquema é o Auxílio Social, instituição encarregada de «reeducar» os filhos dos prisioneiros republicanos, derrotados na Guerra Civil. Por detrás, uma teia de interesses que envolve as mais altas esferas do regime.

Com este notável romance, Ignacio del Valle põe a nu a grande mentira de uma certa Espanha franquista, que sob a enganosa aparência de fomentar o progresso do país leva a cabo uma série de crimes atrozes, muitos dos quais passaram incólumes pelo crivo da História." Fonte: Bertrand.

15 de fevereiro de 2017

12 de fevereiro de 2017

Clássicos do policiarismo


"Numa fria e cinzenta manhã londrina de inícios de dezembro, o filantropo Arthur Constant é descoberto morto no próprio leito. O golpe fatal na garganta parece fazer excluir a hipótese de suicídio, mas a possibilidade de se tratar de um assassínio afigura-se não menos remota: o seu quarto encontrava-se fechado por dentro, com corrente presa no ferrolho e janelas trancadas. História de crime em quarto fechado, uma das primeiras do género, O Grande Mistério de Bow faz confluir as vivências de precariedade e luta dos habitantes do bairro pobre de Bow numa intriga engenhosa que culmina com um desfecho absolutamente surpreendente. Único romance policial escrito por Israel Zangwill, publicado pela primeira vez em livro em 1892, este é um texto de estilo vívido e sarcástico que mantém uma espantosa modernidade."

Quanto ao autor,
"Israel Zangwill nasceu a 21 de janeiro de 1864 em Londres. Judeu de origem russa com infância passada num gueto londrino, tornou-se professor de instrução primária e jornalista. Publicou o seu primeiro romance, Motso Kleis, em 1882 e dez anos depois atingiria o seu maior êxito literário com a obra Children of the Ghetto, uma história bem-humorada sobre a comunidade judaica de Londres. O Grande Mistério de Bow, aquele que foi o único romance policial de Zangwill, saiu em 1891, inicialmente nas páginas do jornal The London Star e em livro no ano seguinte, revelando um dos primeiros mistérios de quarto fechado da história da literatura. Com a viragem do século, Zangwill envolveu-se ativamente na luta política, em particular em movimentos ligados ao sionismo e ao sufrágio feminino. Faleceu a 1 de agosto de 1926." Fonte: Porto Editora.